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    Davi Ivanowski

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    Davi Ivanowski
    Comentário · há 6 anos
    Dia 31/12/2011 minha mãe com 85 anos sofreu uma queda em casa e fraturou a cabeça do fêmur direito. Levamos ela ao hospital e foi diagnosticado o problema e a única solução seria uma cirurgia reparadora, implantando uma prótese substituindo a cabeça do fêmur.
    Foi explicado a necessidade do uso do sangue e imediatamente respeitando o desejo de minha mãe, não autorizei o uso do sangue durante a cirurgia, chamei a comissão de membros da Congregação que minha Mãe pertence, que é responsavel para esses casos e nessa ocasião foi providenciado um medicamento que substitui o uso do sangue.
    Minha mãe poderia ter morrido durante essa cirurgia ? Poderia. A culpa seria do médico e de sua equipe ? NÃO. A culpa seria minha ? Também não. Então a que conclusão chega-se ?
    Que devemos RESPEITAR a vontade das pessoas, principalmente quando envolve religião.
    Não sou Testemunha de Jeová, mas respeito muito os conceitos e a retidão que o povo das Testemunhas de Jeová tem, não concordo com os relatos que eu li nesse post, acho que foram utilizados termos pejorativos e de muito mau gosto, principalmente quando não se conhece os princípios da religião.
    Os nobres Advogados que aqui apresentaram suas opiniões, como se sentiriam se alguma situação que tivessem que enfrentar fosse imposta contra a sua vontade, ferindo princípios éticos e morais ?
    Será que não defenderiam também o seu direito de ir, vir ser estar como a nossa
    Constituição tanto defende ?
    Luciana Nunes descreveu com bastante propriedade e esmero o principio de pleno direito que as Testemunhas de Jeová tem e fazem uso diante das questões do sangue.

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    Raphael Faria, Advogado
    Raphael Faria
    Comentário · há 6 anos
    Matéria profundamente parcial.
    Não é absurdo a mãe querer ver a filha morta, e sim é um ABSURDO a medicina querer ainda realizar tratamentos da época da segunda guerra mundial. Os pais estão absolutamente certos em negar um tratamento defasado e que apenas é benéfico para os bolsos dos hospitais e hemocentros que vendem uma bolsa de sangue por dezenas e até centenas de reais.
    Nos últimos 10 anos, uma série de estudos descobriu que, muito longe de salvar vidas, as transfusões de sangue podem efetivamente colocar em risco a vida dos pacientes O estudo avaliou uma série de outras pesquisas médicas já publicadas, mostrando que o problema não está com o grandemente propalado risco de se constrair uma infecção, ou doenças como a AIDS ou a hepatite - o maior problema está no próprio sangue. Transfusão aumenta taxa de mortalidade de pacientes

    Várias das pesquisas revisadas mostram que as transfusões de sangue, particularmente as que contêm glóbulos vermelhos, estão ligadas a altas taxas de mortalidade em pacientes que tiveram um ataque cardíaco, que passaram por cirurgias cardíacas ou que estão em estado crítico.

    A natureza exata da conexão entre a transfusão de sangue e a alta taxa de mortalidade ainda é incerta, mas as evidências apontam para alterações químicas no sangue já envelhecido, seu impacto sobre o sistema imunológico e para a capacidade do sangue em transportar oxigênio.

    Risco da transfusão maior do que risco de infecção

    De fato, a maioria dos especialistas agora concordam que o risco representado pela própria transfusão de sangue é muito maior do que os riscos de uma infecção adquirida durante a transfusão. "Provavalmente entre 40 e 60 por cento das transfusões de sangue não são boas para os pacientes," afirma o Dr. Bruce Spiess, da Virginia Commonwealth University.

    As transfusões de sangue se tornaram um elemento básico da medicina durantes as duas guerras mundiais, quando ela foi utilizada como último recurso para salvar soldados que haviam sofrido perdas massivas de sangue. Mas agora, longe de estar restrita a hemorragias catastróficas, as transfusões são utilizadas rotineiramente como um tratamento opcional, mais comumente em pacientes internados em UTIs ou passando por grandes cirurgias.

    Risco maiores

    As coisas começaram a mudar em 1999, quando um estudo feito no Canadá demonstrou que um número significativamente menor de pacientes morria depois da transfusão de sangue se eles recebessem a transfusão apenas quando os níveis de hemoglobina caíam abaixo de 70 g/l de sangue, e não 100 g/l, como é feito normalmente.

    Um estudo mais recente descobriu que, em pacientes que sofreram ataques cardíacos, apresentando hematócritos acima de 25%, uma transfusão de sangue está associada com um risco de morte três vezes maior ou com um segundo ataque cardíaco num intervalo de 30 dias. (Journal of the American Medical Association, vol 292, p 1555).

    Para quase 9.000 pacientes que sofreram cirurgias cardíacas na Inglaterra entre 1996 e 2003, receber uma transfusão de glóbulos vermelhos está associado com um risco três vezes maior de morrer dentro de um ano, e um risco quase seis vezes maior de morrer em até 30 dias depois da cirurgia.

    As transfusões de sangue também estão associadas a mais infecções e altas taxas de incidência de derrames cerebrais, ataques cardíacos e falhas nos rins - complicações normalmente associadas a uma falta de oxigênio nos tecidos.

    Doação de sangue

    Mas as pessoas não devem parar de doar sangue, afirmam os estudiosos. "A transfusão é crítica em várias situações, como em hemorragias graves. Nós também necessitamos de sangue para produtos essenciais, como anticorpos e fatores coagulantes para pessoas com hemofilia," diz o Dr. Isbister.

    As Testemunhas de Jeová ao acatar a ordem bíblica de abster-se de sangue presente tanto em Levítico a atos dos Apóstolos, fizeram que a medicina repensasse o modo de agir. E fica uma pergunta, se a transfusão fosse salvar vidas, será que um Deus tão amoroso não iria permitir, em vez de proibir? Sim a transfusão de sangue é prejudicial para o paciente, podendo levar a morte.
    A reportagem da Folha (http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1247844-reduzir-transfusoes-de-sangue-pode-beneficiar-pacientes.shtml), demonstra que as Testemunhas de Jeová estão certas em sempre buscar tratamento alternativo a transfusão, no qual os benefícios destes tratamentos são bem superiores ao de um da época da segunda guerra mundial, qual seja a transfusão.

    As Testemunhas de Jeová não desejam morrer, e sim conforme diz Revelação 21:4, esperam que um dia não haverá mais doença e nem morte. Enquanto este dia não chega, hoje este grupo busca tratamentos alternativos a transfusão de sangue, no qual é mais barato, mais eficaz e salva mais vidas.
    Raphael Faria.

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